Relacionamento afetivo, um dos maiores anseios e um dos maiores desafios humanos. Para muitos a única forma de ser feliz é estar vivendo um grande amor!  

 

Ficamos durante muito tempo investindo no milagre do encontro ideal, em busca de nos sentirmos plenos no outro e, portanto, plenos em nós mesmos, no encontro ideal, também se obtém a troca verdadeira e equilibrada entre dar e receber, na qual, por fim, nosso coração se abre e sentimos a experiência de sermos um com o outro!

 

Sem dúvida essa experiência de união é um dos principais ingredientes da felicidade terrena. Talvez em nenhuma outra área da vida temos tantas expectativas, desejos e anseios. Talvez porque atribuímos ao relacionamento afetivo o potencial de nos fazer voltar ao paraíso perdido da unidade original com os pais, ou de nos levar a terra prometida, cheia de aceitação, amor, onde nossos medos se diluirão e nossa solidão desaparecerá. É real que a relação afetiva pode nos proporcionar um pouco dessas experiências. Mas será que tem o poder nos fazer felizes ou infelizes? Vamos lá…

 

A boa notícia: ninguém pode nos fazer infelizes, embora, às vezes pareça que sim, especialmente em momentos em que nossas feridas são ativadas pelos gatilhos do comportamento de nosso parceiro. Em um relacionamento podemos viver um amplo leque de sentimentos, entre eles o sofrimento e o desamor, mas não há razão para sermos vítimas disso, visto que nosso caminho e nosso destino continuam sempre íntegros em nossas mãos. Não importa só o que vivemos e sim nossa atitude perante o que vivemos. 

 

A má notícia: ninguém pode nos fazer felizes, afinal, se o outro não tem a chave da nossa infelicidade, também não terá a chave da felicidade. O parceiro por si mesmo não traz felicidade. Ele pode nos trazer outras coisas… que conjugadas adequadamente, podem trazer a experiência da felicidade.

 

 A verdadeira felicidade é a conexão com o pulsar da vida! A felicidade é um estado. O parceiro pode nos dar felicidade através da sexualidade, da intimidade, ternura, vínculo, respeito, sensação de pertencimento, cuidado, crescimento, no entanto, não tem o poder de nos fazer felizes.

 

A última notícia: muitos relacionamentos fracassam quando, passada a fase ilusória da paixão, são incapazes de tomar e aceitar, na totalidade, a realidade do outro, além disso, muitas vezes, somos incapazes de nos prover felicidade e atender a todas as nossas necessidades. Assim, o que mata o amor é querer mudar o parceiro. Idealizar alguém é faltar-lhe com respeito. É vê-lo através de uma projeção. Quem coloca a relação em perigo é aquele que acredita ter razão, quem quer a perfeição ou quem quer ter a última palavra. A disputa começa e a relação de poder no amor é o germe da separação. Amor e poder se excluem em uma relação saudável.

 

Quer aprofundar? Venha para a formação nas novas constelações familiares.

 

Nota: texto inspirado no livro de Joan Garriga – O amor que nos faz bem