Praticando a ordem dos relacionamentos

Essa semana, quero sugerir um exercício que ajudará terapeutas a se tornarem melhores ajudantes para seus clientes. Para aqueles que não atuam na área da saúde, esse exercício ajudará na boa saúde, prosperidade e relacionamentos saudáveis.

Lembrando que, no olhar das constelações de Bert Hellinger, a relação com a mãe é a base para a formação de vínculos afetivos saudáveis, bem como uma boa relação com o dinheiro e a saúde. Desfrutem!

O exercício é para ser feito em dupla e em duas etapas. Na primeira etapa, você é a cliente, portanto, irá começar o exercício. Na segunda, você trocará de papel com seu par. Na primeira etapa, seu par representará sua criança interna e você representará sua mãe em toda a sua grandeza.

Coloquem-se um de frente para o outro, cerca de dois ou três metros de distância. Você que representa a sua mãe, não se mova e espere seu filho se aproximar lentamente de você. Se a criança interna (quem está representando você) se sente bloqueada ou maior do que a sua mãe ou se aproxima indo muito rapidamente, é importante que o representante da sua criança interna se acalme, abaixe um pouco a cabeça em direção ao chão, se for preciso, talvez até mesmo se ajoelhe diante da mãe, para chegar perto e finalmente abraçá-la.

Esse movimento é importante para que, aos poucos, possamos nos colocar no lugar correto em relação a nossa mãe, e esse lugar é o de filho, portanto, menor que a mãe. Você é o pequeno e ela, a grande. Essa é a postura que queremos alcançar, pois não é possível tomar a mãe se, internamente, você se sente maior ou melhor.

No abraço, é importante a mãe notar se a cabeça da criança interna foi para seu ombro direito. Se isso acontecer, então, firmemente afaste a criança do seu ombro, pois provavelmente está conectada com um ancestral. Então, a faça abraçar e honrar-te novamente, dessa vez apoiando a cabeça no ombro esquerdo da mãe.

Em seguida, o representante da criança interna, muito focado, diz em uma ou duas frases o que viveu. O representante da mãe não fala.

Recolham-se por alguns minutos e troquem os papéis. Dessa vez, você representará a criança interna de seu par e ele a sua própria mãe.

É melhor que esse exercício seja curto, não mais do que 10 minutos. Você se sentirá revigorada e, aos poucos, irá transformando a relação com sua mãe. Você poderá retomar esse poderoso e importante exercício depois de uns dez dias.

Tomar/aceitar a mãe é um longo processo de purificação, renúncia do ego e é o ponto de partida do desenvolvimento espiritual. É muito útil repetir esse exercício muitas vezes, dando a cada momento novos passos.

Aqui estamos praticando uma das leis sistêmicas de Bert Hellinger: a ordem nos relacionamentos.

2018-04-26T17:28:21+00:00

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