O quanto você realmente precisa de ajuda?

Lembrando que estamos falando de um tipo de ajuda não saudável.

Hoje vou falar do padrão de comportamento complementar ao do post anterior, onde falamos do indivíduo que tem dificuldade de receber ajuda apenas para se manter em um lugar superior e confirmar a crença de que “tudo eu”.

Agora, falarei daquele que se coloca constantemente no lugar do “que precisa de ajuda” para se manter no estado criança e confirmar a crença de que “não dá conta sozinho”.

Que parte da nossa psiquê precisa de ajuda constante? O estado criança. É ele que se mantém na dependência constante dos pais. Ainda que adultos, todos nós temos uma parte da psiquê que não cresceu, não amadureceu, talvez porque ficou congelada em alguma experiência traumática da infância.

Para esse padrão de comportamento, a vida é um peso. Na vida prática, é uma pessoa que se percebe dependente do outro em diferentes áreas: financeira, física, emocional, espiritual. Se sente frágil, sensível, pede muitos favores, muitas coisas emprestadas, muito desconto, tem dificuldade de pagar pelo valor real das coisas, pois existe uma sensação de que a vida está sempre devendo algo para ela.

Com isso, muitas vezes, atrai para perto de si pessoas do padrão “tudo eu”, para que seu padrão de “não dou conta” se fortaleça e se confirme.

O pensamento é: “essas são as pessoas que podem me ajudar, afinal, elas não têm problemas, resolvem tudo, são fortes, corajosas, cheias de energia, sabem tudo, fazem mil coisas… Já eu, não dou conta de fazer quase nada”.

Cuidar do outro ou ajudar pode ser um grande peso. Essa personalidade precisa desenvolver o autovalor, a independência, a autossuficiência. Liberar a energia vital que ficou presa em alguma experiência infantil.

O interessante é que nos dois padrões a dor que está por trás é a mesma. No fundo, os dois sofrem por sentirem que não têm nenhum valor. Somente usam estratégias de sobrevivência diferentes. Foi a forma que cada psiquê encontrou para sobreviver.

Lembrando que todos nós usamos as duas estratégias. Muitas vezes, temos a tendência a frequentar por mais tempo uma delas, mas as duas são bem conhecidas para todos.

Através do fortalecimento do estado adulto, podemos praticar uma ajuda saudável, ter uma vida menos estressada e menos pesada.

Nosso próximo módulo aprofundará essas questões com o tema “As ordens da boa ajuda”. Dias 28 e 29 de julho: participe!

2018-04-26T17:30:26+00:00

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